06/02/2011

A inutilidade da infancia

Meu pai recebeu de alguém a indicação para ler um texto do Rubem Alves. É, esse mesmo, você já ouviu falar. O homem escreve que é uma barbaridade de bom. É uma crônica falando da inutilidade da infância e, de tabela, da inutilidade de pessoas como eu.
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Assustou? Não se preocupe. Rubem Alves não vai falar de mim não, e nem de qualquer criança ou pessoa portadora de deficiências ou com necessidades especiais, como dizem ser politicamente correto dizer hoje. Dentre outras coisas, ele conta...

"Eu me lembro daquelas propagandas curtinhas que se fizeram na televisão, por ocasião do ano da criança deficiente, para provar que ainda havia alguma esperança, para dizer que alguma coisa estava sendo feita. E apareciam lá, na tela, as crianças e adolescentes, cada uma excepcional a seu modo, desde Síndrome de Down até cegueira, e aquilo que nós estávamos fazendo com eles... Ensinando, com muito amor, muita paciência. E tudo ia bem até que aparecia o ideólogo da educação dos excepcionais para explicar que, daquela forma, esperava-se que as crianças viessem a ser úteis, socialmente... E fiquei a me perguntar se não havia uma pessoa sequer que dissesse coisa diferente, que aquelas escolas não eram para transformar cegos em fazedores de vassouras, nem para automatizar os mongolóides para que aprendessem a pregar botões sem fazer confusão... Será que é isto?"

Ficou curioso? Então vai lá. Clique aqui para ler o texto inteiro no site do autor. A crônica está também no livro abaixo.

Estórias de Quem Gosta de Ensinar
RUBEM ALVES

Um dos maiores bestsellers de Rubem Alves, "Estórias de quem gosta de ensinar" é relançado agora pela Papirus. O livro reúne as seguintes crônicas sobre educação: O país dos dedos gordos, Vestíbulo coisa nenhuma!, A maratona safada, Eu ficaria de fora..., O sorteio, “Muito cedo para decidir”, Viagem longa, destino incerto..., A inutilidade da infância, Os grandes contra os pequenos, O avesso, O currículo dos urubus, O urso burro, oiuqóniP, Urubus e sabiás, O sermão das aves, Saber e prazer, Amor ao saber, A lâmina da guilhotina, A verdade do espelho, O que as ovelhas dizem dos lobos, A Imaculada Conceição, “Não era esta a mágica que eu queria”, Aprendendo das cozinheiras, Monjolos e moinhos, Seminário: espalhando sêmen, Escola: fragmento do futuro.

Um comentário:

Débora Mendes Felício disse...

estou seguindo seu blog e faço um convite para que vc siga o meu tb... http://deboramfelicio.blogspot.com/

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